De acordo com os meteorologias, a
explicação está no fenômeno chamado ondas de leste. As nuvens que
chegaram ao Ceará são as mesmas que estão sobre os estados da Paraíba e
Pernambuco, onde a estação chuvosa ocorre neste agora. “Em anos como
estes, esse sistema alcança o nosso litoral e, por vezes, também o
estado, principalmente a região jaguaribana e o Sertão Central”,
explica a meteorologista Meyre Sakamoto.
A quadra chuvosa do Ceará, de fevereiro a
maio, terminou abaixo da média histórica pelo segundo ano consecutivo.
Boa parte da safra se perdeu, mas o sexto mês do ano trouxe confiança
para muitos agricultores.
Em junho, o município de Pindoretama, a
41 km de Fortaleza, registrou 71 milímetros em apenas um dia.
Agricultores da região aproveitaram para ampliar as áreas plantadas,
como por exemplo, de mandioca. O produtor Izidoro tem áreas plantadas om
feijão, batata e cana-de-açúçar e acredita que ainda terá mais chuvas.
“Se Deus quiser, para nos ajudar”.
Mesmo com a chuva de junho, a situação
dos açudes pouco de alterou. De acordo com a Companhia de Gestão dos
Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), o nível dos reservatórios permanece
em 40% e deve cair até o fim do ano.
Fonte: G1 Ce

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